quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vamos falar sério, não é? Vocês sabem que na hora de brincar e fazer piada, é só me chamare que eu estarei presente. Mas tem uma hora que a gente precisa parar e falar sério. Falar sobre tantas coisas que nós temos visto acontecendo por aí. A cerca de um mês, um adolescente norte-americano cometeu suicídio. Até aí nada de "anormal", já que nós sabemos como é complicado esse período. Agora imaginem vocês, um jovem gay vivendo em um país com uma cultura tão arcaica como a americana. Acrescente a isso você ser um gay não assumido que foi gravado fazendo sexo com um outro homem. Para piorar, esse vídeo foi parar na internet. Imaginem como esse rapaz não se sentiu. Imaginem as milhares de coisas que se passaram pela cabeça dele naquele momento, o desespero, a dor, o medo e tantas outras coisas, que o fizeram tomar uma atitude tão drástica como essa. E tudo isso por causa de uma brincadeira. Brincadeira essa de péssimo gosto, para não chamar de infantil e doentia.
A também um mês atrás, mais ou menos, o Senado americano permitiu que uma lei que impede que soldados assumidamente homosexuais continuem exercendo essa função, por que os outros soldados podem se sentir acuados. Agora veja só, soldados são condecorados por matarem e destruírem famílias, mas são punidos por serem homossexuais. Isso passou do ponto de inversão de valores, chegou ao ponto de ser uma afronta a dignidade do ser humano, ao valor da vida.
Essa semana, aqui no Brasil, jovens foram agredidos em São Paulo por serem homossexuais. Um grupo de jovens atacou outros garotos com lâmpadas, chutes e murros. Foram presos, felizmente. Mas soltos logo depois. A mãe de um dos agressores ainda perguntou ao agredido por que ele fez uma denúncia. Por que, não é? Por que denunciar se você é agredido no meio da rua, por jovens tolos e imbecis, sem motivo algum. Como se houvesse motivo plausível para agredir uma pessoa.
Então esses são apenas três casos que envolvem homossexuais e ocorreram recentemente. Mas pior do que isso é saber que dia após dia, homossexuais são agredidos e assassinados, sofrem bullying, são descriminados, perdem empregos, perdem o apoio da familia e a dignidade. Esse papo todo é tão clichê, velho e batido, não é? Mas eu não consigo compreender como é que coisas como essas ocorrem hoje, em pleno ano 2010. 
A questão não é aceitar, é RESPEITAR. Ninguém tem obrigação de aceitar nada que não lhe agrade, mas onde fica o respeito ao outro? Onde fica o direito de eu ser o que eu sou, sem ficar devendo justificativa a ninguém? Agora eu sou obrigado a viver com medo de sair de casa? Já não basta bala perdida, assaltos, assassinatos e sequestros, agora eu tenho que sentir medo da minha orientação sexual? Medo de que algum demente, algum filho da puta vim me agredir por eu ser HOMOSSEXUAL? Faça me um favor e um favor a toda humanidade, homofóbicos: assim como fez o jovem americano, cometa suicídio. Garanto que ninguém vai se importar com pessoas preconceituosas e de mentes pequenas mortas. Alias, provavelmente vai. Seus pais vazios, irresponsáveis e delinquentes ao ponto de não conseguirem te educar corretamente. Pensando melhor, será que eles irão lamentar? Por que eu garanto que muitos hoje lamentam a morte de tantos e tantos jovens inteligentes, humanos, com família, amigos e um futuro pela frente. Mas eu garanto que uma pessoa tão pequena ao ponto de agredir, seja fisicamente ou verbalmente, uma pessoa pela sua orientação sexual não é inteligente, não é humana, não tem amigos e não merece um futuro.
Desculpem a todos, mas tinha que desabafar. Não dá mais para ver tantos absurdos acontecendo por aí e ficar simplesmente calado. Não dá mais para aceitar atitudes agressivas contra pessoas que são o que são, pagam suas contas, respeitam os outros e são PESSOAS. Pessoas essas que hoje estão mortas, graças a uma minoria que demonstra ter mais poder do que o resto do mundo. Quem me garante que um amigo meu não vai ser a próxima vítima? Quem me garante que EU não serei a próxima vítima? Sinceramente, eu não quero ter medo de ser feliz, mas infelizmente é isso que está acontecendo.
P: Relacionamentos homossexuais tornaram-se banalizados ao assunto apenas sexual, ou seja, a atração sexual parece mais importante que o amor. Você concorda com essa afirmação? Conhece alguma relação gay onde a paixão tenha vindo antes do interesse pelo sexo?
Diego

R: Oi Diego. Olha, infelizmente não te culpo por ter essa visão dos relacionamentos homossexuais, mas discordo completamente. Mas deixa eu explicar uma coisa. Gays não são mais ou menos promiscuos que os heteros. A diferença é que nós não fazemos cu doce, não nos privamos de sentir prazer, como muitas mulheres heteros fazem. E olha, eu acho isso uma babquice. Quer dar a bunda, dê, ué. Pra que ficar segurando, negando? Pra chegar em casa e bater uma siririca ou uma punheta, só pode. 
Imagina só, dois homens, testosterona em ebulição, beijos, abraços, mãos bobas, excitação e vão parar alí por que é promíscuo fazer sexo com qualquer um? Claro que não. Foi como eu respondi uma pergunta antes: saibam separar amor de sexo. São coisas opostas, já dizia a grande rainha do rock Rita Lee.
Nas relações heteros, o homem chega na mulher com interesses sexuais e luta pra conseguir. As vezes, as mulheres cedem antes de se iniciar um relacionamento sério. Mas, na maioria das vezes, as mulheres preferem se resguardar, fazer linhas de santa. Respeito e admiro quem se porta assim, mas não entendo por que não dar logo, já que a buceta tá pegando fogo.
Se uma relação começa com a atração sexual em primeiro plano, paciência! Sexo é bom e fim de papo!
E dizer que sexo se torna mais importante que o amor é uma mentira. Primeiro que amor não surge simplesmente. Amor vai se criando, vai crescendo. Tesão não, tesão bate no momento em que você olha para a pessoa. E já que o
 pré-requisito básico para o sexo é o tesão, então qual o problema de ceder à vontade?
A questão toda não é se gays são mais ou menos promíscuos que os heteros e sim a forma em que essa "promiscuidade" é interpretada. Eu considero promíscua uma pessoa que tem um relacionamento fixo, mas isso não o/a impede de se relacionar sexualmente com outras durante esse período. Agora, sendo solteiro, livre e desempedido? Não, isso não é promiscuidade, isso é ceder ao sexo, simples e puramente. As pessoas deveriam lidar melhor com o sexo, parar de achar que sexo é sinônimo de tabú, como é feito hoje em dia.
Se sexo é mais importante que amor, isso é de forma independente, não de um grupo todo. Para algumas pessoas, de fato sexo é mais importante e eu não vejo motivo em se julgar quem tem esse ponto de vista. Eu acredito que cada um sabe a melhor forma de lidar com esses dois assuntos e se for colocando sexo à frente do amor, qual o problema?

P: Me sinto mal de ir pra cama com alguns caras. Às vezes por medo, às vezes só por não me sentir bem mesmo. Sou bem mais fazer o ketty e pronto, do que ir aos finalmentes. Às vezes nem o ketty. Às vezes me acho travado quanto a isso, não é pra qualquer um que meu querido edy está disponível. Isso é ruim?



R: Bee, como eu sempre falo aqui: alguma coisa só é ruim, se você achar que é ruim. Se você se sente bem assim, quem sou eu para te julgar, não é mesmo. Olha, comigo não rola dessa, até por que o fogo que existe no meu edy é proporcional ao fogo que existe na Cratera de Darvaza. Mas para ser sincero com você, eu admiro bastante pessoas assim, apesar de ninguém acreditar nisso. Já começa que você não vai com a maioria, trepando aqui e acolá, dando essa bunda para qualquer um, chupando qualquer neca. Já disse que eu considero o edy a carta coringa, né? Não exatamente para os gays, mas para as mulheres. Não se considere travado, se considere seletivo. Mas cuidado para não exagerar, né? Acho super válido você considerar seu cu precioso, por que ele É de fato. Só quem dá a bunda sabe o poder desse pequeno orifício, não é mesmo? Mas tudo tem seu limite, nem demais e nem de menos. Tente equilibrar essas suas aventuras anais e até os ketty's(ketty aka boquete. Deixei assim por que achei cute chamar um boquete por esse apelido). Veja bem, não estou dizendo que é para você sair dando e chupando por aí, a menos que você resolva trabalhar com isso. O que eu estou dizendo é que você deveria se libertar mais, não deixar o medo e o nervosismo dominar a vontade. É mais do que normal a gente não querer trepar com qualquer um, até eu com esse fogo sou assim. Mas eu não acho que só por que o cara é estranho que você não deve trepar. Mas se a questão é não se sentir bem, está mais do que certo de não fazer sexo. Cada um lida com o sexo da sua maneira e só nós resta respeitar, não é mesmo? Btw, tenho uma queda por caras que são assim, que cuidam e selecionam bem para quem dar!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu não estou morto, não ganhei na Mega Sena e nem fiz a Serena van der Woodsen! Voltei, mas vamos com calma! Primeiro de tudo, desculpe essa ausência. Muita coisa pra fazer, faculdade, estágio, planos pessoais e outros casos que não valem a pena serem abordados aqui. Me desculpem pelo sumiço, mas não queria que o blog ficasse meia boca. Vocês merecem o melhor e, infelizmente, o melhor foi deixar o blog em stand by. Não, ele NÃO acabou. Essa foi apenas uma pausa momentânea, mas uma hora ela tinha que acabar. Aos poucos as atualizações vão se normalizar, as seções especiais vão voltar e as novas também.
Nesse meio tempo eu pude ter novas idéias, elaborar um novo layout, acumular perguntas e pensar em mais coisinhas para vocês. Com calma tudo voltará ao normal, só esperar!
Segundo, muito obrigado pelos emails e tweets cobrando a volta do blog. Obrigado MESMO!! Essa atenção de vocês me dá mais e mais força para fazer um PontoEdy cada vez melhor, sem contar que chegava a ser uma tortura ver vocês cobrando. Uma tortura muito boa, diga-se de passagem!
O blog está voltando com força total depois desse momento out. Espero que vocês gostem das coisas que vem por aí e que tenham sentido falta mesmo!
Um beijo, amadas e amados! Nos vemos em breve!

PontoEdy

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

P: PontoEdý. Boa Noite. Qual a maior dificuldade em se entregar à paixão? Nem digo amor, propriamente dito, mas a paixão, aquele desejo que queima (ui!) dentro do peito, de vontades, de quereres, de fazeres... Você acha que Raul Seixas estava certo quando disse: "Nesse mundo, ninguém é feliz tendo amado uma vez!"?

.T




R: Oi .T. Querido, eu sei bem o que você sente. O medo de se ferir é o maior empecilho. Ninguém gosta de sofrer, isso é óbvio. Então qual a melhor solução para fugir do sofrimento? Evitando coisas que dêem vazão para o sofrimento brotar. É aí que a gente perde muito, viu? Eu falo por mim mesmo. Esse medo de sofrer pode fazer com que a gente perca muita coisa, muita emoção, muita diversão, muito aprendizado. O problema é convencer a nós mesmo que vale mais a pena sofrer e aprender do que não sofrer e ficar bem. Mas uma hora aquela necessidade de se entregar surge, aquela falta, aquele vazio se mostra presente. Então você tem duas soluções: ou você se entrega para esse sentimento e corre o risco de sofrer, ou você se mantém fora e tem a certeza de que um sentimento você vai tá deixando de sentir. É cruel? É. Mas ninguém consegue mandar nos sentimentos. Sofrer todos vão, mais cedo ou mais tarde, mas todos podem fugir desse sofrimento o máximo possível. Parte de cada um se permitir, se deixar levar e poder se machucar. O mais importante é é você ter certeza se você tá preparado para se entregar 100% em um relacionamento, sem ficar se segurando, evitando muitas coisas. Por que aí quem sofre é a pessoa que está com você. Entre ficar só, evitando o surgimento de um sentimento mais forte e se permiter a começar um relacionamento, mas sem se entregar por completo, indico que você fique só. Nada pior do que namroar com uma pessoa que só se entrega por 50% ou até menos.